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PLASTICIDADE E CIENTIFICIDADE – (Introspecção)

Pressão... A obrigação persegue-me e atormenta. Sou invadido e comocionado por um estado ansiogénico. A respiração vacila entre o ofegante e o profundo. Penso com os pulmões por entre bocejos e suspiros! Sustenho a respiração, respiro fundo, certifico-me que continuo a respirar. Estou vivo, há que dar o braço à luta. A minhas mão nos últimos dias tem sido berbequim... Inscrevo as letras que vão ditar o meu desempenho e competência... Diversas sensações e percepções (in)dispõem o meu corpo e espírito quando estou in a middle of an evaluation period ... mais um entourage de avaliações... Detesto ser avaliado, não compreendo o conceito nem testifico ou faço fé de que um ser humano consiga avaliar outro... Fico ansioso... Procuro ser metódico, rigoroso, eficiente mas sempre me deixo levar e conduzir por excentricidades e laivos de perfeccionista. Explico como surgem, nascem, brotam, balbuciam e borbulham as minhas ideias patenteadas com direito a copyright , TM, press rights etc......

FAITH & PREJUDICE – (Reflexão)

Fé é sentido, não é preconceito. Escudar os nossos preconceitos na Fé ou Devoção não tem sentido, dado que Fé e preconceito são incompatíveis. O sentido da Fé é aceitação, ao invés de repúdio; Fé é dialéctica, diálogo e respeito, não é dicotomia, etnocentrismo e clausura; A Fé é permeável, não é hermética; Fé é sentimento, empatia e compaixão, não é metafísica nem autoritarismo; Fé é acção, não é intenção; Fé é orientação, não é dogma; Fé é um caminho de possibilidades certas ou erradas, não é opinião, ideologia ou religião; Fé é benefício da dúvida, não é certeza, crença ou relativismo; Fé é sensação, percepção exemplo e testemunho, não é meio, obra, modo ou fim a atingir; Fé é berço e abrigo, não é covil ou arma de arremesso; Fé é horizonte, não é precipício ou abismo; Fé é ajuda, não é recalcamento ou acusação; Fé é imperfeição, não é perfeição; Por vezes para cumprirmos um mandamento deixamos de atender aos restantes 9... Tem sido assim ao longo da H...

ARE YOU GONNA GO MY WAY? – (Pasticho)

Entro no carro com a sensação de que se fecha a porta da Arca de Noé... Não é que me considere uma "besta" ou animal, mas os vermes também se salvaram! Enfrento o dilúvio... "Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades..." Acho que as pessoas... perdão... os cidadãos pensam que a demarcação e marcação ortogonal no pavimento das estradas são como enfeites de Natal... estão lá para decorar... Código de estrada? O que é isso? Em Portugal só há um código: "ala que se faz tarde e siga pa frente..." É a evolução a acontecer à frente dos nossos olhos... Tiraram os burros da frente das carroças e puseram-nos atrás dos volantes! Palmilho com schlaps e schlops o caminho até à Faculdade e todos parecem olhar para mim interrogando-se: "Mas porque é que aquele fulano não usa guarda-chuva?" Gosto da chuva e de andar à chuva, posso? No dado momento em que eu estava à espera que irrompesse o arco-íris uma menina gótica com ombros de "neve" – bem à mostra...

O ESTRANHO CASO DE BENJAMIN BUTTON – Brad Pitt; Cate Blanchet

Inúmeros clichés poderiam ser enunciados para caracterizar O Estranho Caso de Benjamin Button , mas limito-me a fazer a apologia de um dos melhores filmes que vi até à data...  Roda durante 3 horas, mas em cada minuto renova a atenção e cativa o interesse do espectador... Como cinéfilo afirmo que há grande mestria na adaptação do romance ao cinema, assim como em cada aspecto e pormenor da metragem... A esse respeito é mister referir os momentos sitcom do velho que de forma hilariante foi atingido ao longo da sua vida por 7 raios, sendo que essas peripécias são dadas a conhecer ao público por cenas de cinema mudo... Exímia e soberba é a interpretação e actuação de Brad Pitt, versátil, inteligente e perspicaz no seu desempenho... É um dos seus melhores papéis de sempre, digno de todas as homenagens, reconhecimento e galardões... Espero que a Academia tenha o bom senso de não atribuir a estatueta dourada a Sean Penn em Milk ... Já Cate Blanchett demonstra estar à altura de contr...

MURAL DE NATAL – (Miscelânea)

Tal e qual como Goya, mas sem fantasmas, convido a entrarem no meu quadro de Natal, as minhas emoções, sentimentos, percepções e experiências.  Este ano decidi entregar o meu e spírito ao momento, à celebração, à efeméride, tendo por base certas regras de comportamento, princípios e valores: ser gentil, solicito, polite , snob , recatado e empírico.  Remeta-se a Natividade para segundo plano e focalizemos o cerne e a essência do Natal. É o mesmo que dizer deixemos a palha e passemos aos embrulhos. Podemos manter os burros... Tal e qual como os "Reis Magos" preparamos e planeamos a nossa demanda... Não temos uma estrela para nos guiar, mas na estrada encontramos à mesma muitos camelos... Ouro, incenso e mirra... Hoje seria joalharia, relojoaria, fragâncias , perfumaria, cosmética... Hm, sem dúvida que são um bom começo para fazer um portfólio de gifts ... Mas afinal, qual é o significado de oferecer uma prenda no Natal? Não sei. Só posso exteriorizar aquilo que sinto. Ta...

ALGURES EM DEZEMBRO... – (Miscelânea)

É dia feriado. Dezembro sorri numa manhã pálida. Já pela tarde o dia ganha novas cores e cora um pouco mais. Apolo convida a uma promenade junto à beira-mar... Motorizo e acicato os cavalos do "Mini" para me dirigirem a tal destino... Sento-me. É bom aproveitar as restas do Sol equinócio... Na esplanada a conversa está boa. Cada frase é iluminada por raios de S ol oblíquos. O capuccino aquece a voz e faz comédia provocando um riso balbuciante pelos bigodes que a espuma cremosa depositou no contorno dos lábios... Um gesto afável refaz o bom senso... O moustache à la capuccino desapareceu no afago da carícia. O Sol boceja e prequiça , a pouco e pouco vai deixando de nos fazer companhia. A Lua sempre maquilhada com a sua base de rosto alva é carinhosa e ternurenta ao avisar-nos que a brisa amena que se faz sentir rapidamente se converterá em frio cr epitante .  É com salpicos e odor a maresia que deixamos a praia. No firmamento o Sol rasteja em tons de rouge para o se...

CRISE: PERSPETIVA HUMANISTA... – (Pasticho)

Ora vamos lá tentar explicar de forma simples e sucinta a crise económica mundial. Desde logo podemos afirmar com total segurança que todos os pensadores e doutrinadores económicos estavam errados. Com self-interest deu à estampa Adam Smith – pai da economia dita moderna – Uma Investigação Sobre a Natureza e a Causa da Riqueza das Nações . Até que não está mal pensado, mas o facto é que a riqueza não está em posse das nações mas nas mãos de alguns indivíduos apenas! No mesmo erro caiu John Maynard Keynes ao pensar que o Estado podia ter um papel regulador e de providência que seria o agente do The End of Laissez-faire . Anos volvidos verifica-se que o Estado só desregula em vez de organizar. Aliás tal ideia dava um bom guião cinematográfico para uma comédia denominada Macro-economia! Do "privar" entre Ronald Reagan e Margaret Thatcher resulta um vácuo de policies and politics económicas, fiscais e financeiras. Aliás as suas medidas e acções governativas pareceram-se mais c...