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A mostrar mensagens com a etiqueta Natal

A CRISE DO PERNIL – (Crónica)

  Séculos volvidos, depois de nos recusarmos a levar nas canelas dos franceses por meio do Bloqueio Continental, mas de descruzarmos as pernitas para os ingleses, desbotando o orgulho pátrio através das cores de um mapa que, ainda por cima, era cor de rosa, as gentes de brandos costumes deram o troco ao boicotarem a mercancia do pernil. Tal incidente, além de demonstrar que este mundo se encontra autenticamente de pernas para o ar, decerto colocou a titubear algumas das perninhas da gerigonça. Nestas coisas de passar a perna, se Bolívar imaginasse que os seus esforços libertários culminariam em mais dentada ou menos dentada num pernil de Seia, jamais empreenderia qualquer iniciativa revolucionária de descolonização, limitar-se-ia a esticar o pernil perante tamanha trivialidade. Bem, pernas para que te quero à parte, nada melhor do que a noite de réveillon estar aí mesmo à perna, para compensar toda e qualquer angústia de degustação. Vai uma perninha de da...

WONDERLAND – Sarah McLachlan

Wonderland – lançado em 21 de outubro – personifica o 9.º álbum de estúdio da cantora canadiana veterana Sarah McLachlan, dedicado às músicas tradicionais que ajudam a compor o ambiente de "paz e de alegria" próprios da quadra natalícia. O trabalho discográfico mistura covers de diversas melodias sagradas e profanas de Natal, mas a sua musicalidade atinge maior fruição ou exuberância na interpretação dos cânticos espirituais multisseculares. Na essência, Wonderland catalisa diversos "arranjos" rítmicos, harmoniosos, instrumental e voz, a solo ou com a participação de outros artistas, plasmando a reinterpretação idiossincrática de cantos populares, etnográficos ou de feição litúrgica.  Revisita a oratória barroca através de Angels We Have Heard on High , inspirado na cantata original Gloria In Excelsis Deo , composta por Johann Seabastian Bach – em celebração simultâne a do Natal de 1745, e da Paz de Dresden –, bem como o pendor do classicismo ...

A CHRISTMAS CAROL – Jim Carrey

Sou um grande apreciador de Charles Dickens. Com argúcia inata para a crítica e caricatura social, o escritor de Oliver Twist e Copperfield chega ao cinema 3D no seu A Christmas Carol . Nesta animação 3D, o dedo de Dickens está por toda a parte. Na intriga surgem os seus temas favoritos: a miséria, a ignorância, os traumas pueris, a clivagem entre classes, a avareza dos que tudo tem, mas são infelizes e a felicidade dos que nada tem. Na cenografia mais parece que foi o próprio Dickens quem realizou e montou esta animação pois superabunda o gosto do autor por perspectivas aéreas, momentos de retrato das personagens, contextos e ambientes e claro está não poderiam faltar as obsessões predilectas deste escritor pelos telhados londrinos com as suas chaminés, assim como relógios, talvez dois dos ícones que melhor representam a Revolução Industrial. Falando ainda das obsessões não poderiam faltar as menções, alusões e o visionamento das prisões, escolas, hospícios, orfanatos e as temív...

MURAL DE NATAL – (Miscelânea)

Tal e qual como Goya, mas sem fantasmas, convido a entrarem no meu quadro de Natal, as minhas emoções, sentimentos, percepções e experiências.  Este ano decidi entregar o meu e spírito ao momento, à celebração, à efeméride, tendo por base certas regras de comportamento, princípios e valores: ser gentil, solicito, polite , snob , recatado e empírico.  Remeta-se a Natividade para segundo plano e focalizemos o cerne e a essência do Natal. É o mesmo que dizer deixemos a palha e passemos aos embrulhos. Podemos manter os burros... Tal e qual como os "Reis Magos" preparamos e planeamos a nossa demanda... Não temos uma estrela para nos guiar, mas na estrada encontramos à mesma muitos camelos... Ouro, incenso e mirra... Hoje seria joalharia, relojoaria, fragâncias , perfumaria, cosmética... Hm, sem dúvida que são um bom começo para fazer um portfólio de gifts ... Mas afinal, qual é o significado de oferecer uma prenda no Natal? Não sei. Só posso exteriorizar aquilo que sinto. Ta...