Fim de semana de 13 de maio de 2017. Fez-se História. Estórias nunca vistas nem ouvidas. Eu, mero cultor do ofício de historiador, corei, pasmei e babei perante o arrebatamento de tamanhos feitos. Mais. É como se o mundo convergisse para a Portugalidade, essa coisa indefinida entre a pimbalhice; o hino da Seleção Nacional; os fados da Amália; as façanhas do rei Eusébio, sim, o fundador da nacionalidade; o regime de António de Oliveira Salazar, mau como as cobras, mas grande p ortuguês, deus o tenha e guarde; as antigas fintas do Figo; os incríveis golos do Ronaldo, que por sinal também é Cristiano, bem, agora também temos de contar com o golito do Éder, proporcional à tristeza dos jacobinos; para os mais eruditos, uns quantos versos dos Lusíadas; e por ai adiante… Neste Sábado dourado, a “nação valente e imortal” rejubilou e, "já agora", a propósito, bastante santinha, a julgar pelos milhares que viram o desfile alado de sua santidade. Ainda mais importa...