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FIM DE SEMANA DE 13 DE MAIO – (Pasticho)

Fim de semana de 13 de maio de 2017. Fez-se História. Estórias nunca vistas nem ouvidas. Eu, mero cultor do ofício de historiador, corei, pasmei e babei perante o arrebatamento de tamanhos feitos. Mais. É como se o mundo convergisse para a Portugalidade, essa coisa indefinida entre a pimbalhice; o hino da Seleção Nacional; os fados da Amália; as façanhas do rei Eusébio, sim, o fundador da nacionalidade; o regime de António de Oliveira Salazar, mau como as cobras, mas grande p ortuguês, deus o tenha e guarde; as antigas fintas do Figo; os incríveis golos do Ronaldo, que por sinal também é Cristiano, bem, agora também temos de contar com o golito do Éder, proporcional à tristeza dos jacobinos; para os mais eruditos, uns quantos versos dos Lusíadas; e por ai adiante… Neste Sábado dourado, a “nação valente e imortal” rejubilou e, "já agora", a propósito, bastante santinha, a julgar pelos milhares que viram o desfile alado de sua santidade. Ainda mais importa...

EURO 2012 – (Crónica)

  O Euro 2012 pôs o "Polvo" a falar francês. Era o que mais faltava. A Itália fratelli não poderia nunca deixar passar em claro essa apropriação indevida. Com efeito, esta Itália não perdeu o "Pirlo" e pumba, está na final. O desfecho e decisão deste Europeu será sempre insólito. Voltará o "Polvo" à pátria?! Ou vai ser comido pelos hermanos da paella ?! Entre cousas pátrias e mais dentada menos dentada não podia faltar um português. De facto já começava a faltar um pouco de "Proença" a toda esta disputa. A filosofia pode aclarar ainda mais toda esta confusão. Vejamos o silogismo. O "Polvo" vaticinou Visigodos (Espanha) e Teutões (Alemanha) na final. Só acertou em metade do vaticínio. Mesmo antes do jogo acontecer auguro que seria bonito o seguinte desfecho: A Itália ganha ficando a Espanha apenas com a "Platini". Aliás, antes mesmo da meia final entre squadristi e merkels um certo Custódio da guarda ale...

E GOLIAS CHOROU – (Crónica)

Não é a primeira vez que acontece. E certamente não será a última. David venceu um Golias que sobretudo não foi equipa. Os recados de Jesualdo Ferreira, embora envolvidos num pedido de desculpa, foram muito claros. Não vi o jogo. Portista desde que me conheço como gente e habituada às vitórias mais ou menos fáceis, encaro mal eventuais azares-surpresa. Confesso a minha incredulidade quando soube da derrota que alguns pretendem que seja humilhante. A propósito, aqui ficam cordiais cumprimentos a todos os benfiquistas e sportinguistas que de repente descobriram no seu íntimo que eram do Atlético desde pequeninos ou a todos aqueles que ainda aproveitaram a onda dos desejos de ano novo para pedirem e verem realizado tal desaire do para sempre odiado FC Porto. Fanatismos à parte, até porque não pratico semelhantes credos, há coisas mais importantes que o falhanço do todo-poderoso Quaresma - que alguns apelidam de falta de sorte - às quais não se dá a atenção que merecem. Uma delas, a mais...