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CRISE: PERSPETIVA HUMANISTA... – (Pasticho)

Ora vamos lá tentar explicar de forma simples e sucinta a crise económica mundial. Desde logo podemos afirmar com total segurança que todos os pensadores e doutrinadores económicos estavam errados.

Com self-interest deu à estampa Adam Smith – pai da economia dita moderna – Uma Investigação Sobre a Natureza e a Causa da Riqueza das Nações. Até que não está mal pensado, mas o facto é que a riqueza não está em posse das nações mas nas mãos de alguns indivíduos apenas!
No mesmo erro caiu John Maynard Keynes ao pensar que o Estado podia ter um papel regulador e de providência que seria o agente do The End of Laissez-faire. Anos volvidos verifica-se que o Estado só desregula em vez de organizar. Aliás tal ideia dava um bom guião cinematográfico para uma comédia denominada Macro-economia!
Do "privar" entre Ronald Reagan e Margaret Thatcher resulta um vácuo de policies and politics económicas, fiscais e financeiras. Aliás as suas medidas e acções governativas pareceram-se mais com um clássico jogo de futebol: se os vermelhos fazem assim nós desfazemos e implementamos o contrário.
Mikail Gorbachev com palavras de ordem como glasnost e perestroika não acabou com o frio a Leste. Aliás provocou um degelo económico inaudito com o xeque-mate que deu na URSS. Talvez seja por isso que o reactor nuclear de Tchernobyl lhe tenha explodido nas trombas. Mais. Não se livrou do galo que deixou marca na sua testa por ter levado com o Muro de Berlim em cima!
Falar dos pensadores económicos actuais seria puro devaneio já que estão todos inexoravelmente enganados...

Aproveito para fazer uma correcção em termos de atribuição de títulos históricos. John D. Rockefeller não foi o primeiro self-made-man. Longe disso. O seu a seu dono. O primeiro e por sinal arguto economista foi José cognominado do Egipto. A sua doutrina era simples 7 x 7. Em 7 anos as vacas engordam e subsequentemente durante 7 anos elas emagrecem. Use-se e abuse-se da matemática e veremos que este Zeca descobriu os ciclos económicos de longa, média e pequena duração. Não foi preciso ser filósofo, estudar em Oxford ou em Harvard. Bastou apenas olhar e constatar o peso e a robustez das vacas em diferentes momentos. Simples e ecológico! O erro está no facto de sermos uns porcos mealheiros.

Assim sendo, sigamos o conselho de atirar a rede para o outro lado. Por outras palavras não persistamos no erro... O bom e óptimo seria que inventassem algo de novo.
Já não vivemos na era da inovação e descoberta pura, factores por si só geradores de ciclos económicos de diástole, de bases sociais asseguradas pelo élan emocional que despertavam. Esqueçam a economia e inventem outra coisa qualquer para a substituir...

Por fim estou convicto que a Crise económica se deve ao seu plano emocional. Perdemos o pejo e vivemos na fobia! De igual modo a economia passou a ser virtual. Tal perda da realidade gerou especulação a todos os níveis, domínios e sub-domínios da economia, com destaque óbvio para o epicentro do fenómeno: os Stock-Exchange e Stock-Markets. A realidade revelada aos olhos de todos é que a especulação não se fez com títulos, cotizações ou acções. Especulou-se com a dignidade humana e sem pessoas não há economia!

CA

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