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Mensagens

PERSONALIDADE(S) – (Brainstorming)

Não tenho o esplendor, fausto e opulência de Nabucodunozor, Ramsés II ou Luís XIV... Não tenho o poderio de Octávio César Augusto nem o poder de conquista de Alexandre Magno, Júlio César, Carlos Magno ou Napoleão... Não tenho a eloquência de Cícero ou Martin Luther King... Não tenho a epopeia de Homero ou de Virgílio... O meu pensamento não é escorreito nem sábio como o de Sócrates, Platão ou Aristóteles... Não tenho a prudência de deliberação de Salomão... Não tenho o dom da predica de São Pedro e de São Paulo... Não tenho o dom da palavra santa como Santo Agostinho ou S. Tomás de Aquino... Não tenho a racionalidade de R. Descartes... Não tenho a luz de J. J. Rousseau... Não possuo o poder de síntese de Hegel... Não tenho o idealismo de Kant... Não tenho a linha de pensamento fratricida e fragmentadora de F. Nietsczhe... Não sou positivista como A. Comte... Não me entrego à sociologia filantropa como E. Durkheim... Não tenho o génio de A. Einstein... Não tenho as incertezas nem a f...

PERCURSO ACADÉMICO E VIVENCIAL – (Introspecção)

É tempo de despedir-mo-nos de RA,  Apolo e Febo, assim como de Baco e Dionísio, deuses grego e romano da pândega.  Por outras palavras, as férias de verão terminaram… Não tarda nada e Persefone irá fazer a sua estadia no Hades . Tal é sinónimo de Outono-Inverno. Mas não se preocupem, porque Atlas continua a sustentar o Mundo. Este é o pano de fundo que marca o reencontro com Toth ou, para quem preferir, com Minerva e Nabu, contexto atinente ao começo de um novo ano escolar ou académico que, à partida, sucita diferentes expectativas e motivações tanto a docentes como discentes, consoante a faixa etária e domínios disciplinares… Já há algum tempo que trato o deus Toth e a deusa Minerva por tu. Com efeito já levo um quartel de século nos seus meandros. Tal começou não há muito tempo e não muito longe na minha memória, aos três anos de idade com a ida para o Infantário. Foi o primeiro marco da minha vida nas dependências académicas e que me fez compreender que para além do pad...

DO MEU UMBIGO COM AMOR – (Pasticho)

Gosto Muito do Meu Umbigo! Quid pro quo ...  À partida, todos nos consideramos as melhores pessoas do mundo, cheios de virtudes, dotes e habilidades.  Adorámos receber elogios por tais feitos, mas é certo que a mesma boca que elogia também sabe ofender. Com efeito, o encómio, o adolo, o panegírico ou o elogio têm os seus opostos no escárnio, na difamação, na calúnia, no prejúrio e infâmia. Standley Kubrik definiu bem essa dialéctica no filme A Clockwork Orange , que tem por tese o facto de todos podemos ser anjos ou demónios. Behaviour breeds behaviour . É uma verdade inquestionável. Se temos um comportamento simpático e empático vamos ser tratados, à partida, de igual modo, se pelo contrário distratamos ou mal tratamos então colheremos idênticas reacções. Se reagimos muito bem ao elogio, já à ofensa protagonizamos atitudes diametral e negativamente opostas. Ficámos irascíveis, violentos e há quem fique deprimido. Somos caudilhos à procura de vendeta. A psicologia e a p...

HISTÓRIA NO FEMININO – (Crónica)

É lugar comum a ideia de que o género feminino foi sistematicamente dominado e explorado pelo género masculino ao longo da História. Tal parecer é em grande medida falacioso, gizado pelo feminismo exacerbado do 3.º quartel do século XX, que estabeleceu sofismas inverosímeis e generalistas acerca do papel, lugar e acção das mulheres na História de modo a robustecer o seu combate. Comecemos pelo Antigo Egipto. Eram numerosos os tratos diferenciados que se tinham com as mulheres. Foi a primeira civilização a preocupar-se com cuidados de obstetrícia. Em todas as cidades existia a denominada mamisis onde as progenitoras podiam de forma confortável e assistida – nos ditames dos limites científicos e tecnológicos da época – ter os seus partos. De igual modo as mulheres eram livres de ocupar cargos na hierarquia administrativa desde que tivessem o cursus honorum e a formação devida. No Egipto as mulheres não eram tratadas como objectos, pelo contrário, até as bailarinas que animavam as fe...

NAMORISCAR: A "ESPIRITUALIDADE" DA GERAÇÃO Y – (Miscelânea)

No dizer do queer mas astuto escritor Óscar Wilde, também ele pertencente de algum modo a uma "geração do milénio" conotada ao fin de siècle , "as mulheres... inspiram-nos o desejo de fazer obras-primas [mudar o m undo] e impedem-nos constantemente de as realizarmos ", ressalvando-se o tom algo misógino. Se nos inspiram a mudar o Mundo não sei, mas não tenho nenhuma dúvida de que um sentimento verdadeiro e sincero de um homem por uma mulher o torna atencioso, solicito e impele-o a ser e a fazer-se um ser humano melhor em todos os planos e vertentes. É esse o poder do amor. Por um lado motivação e por outro convicção. Aprimora-mo-nos para a nossa amada. Durante o encantamento ou paixão imaginamos e mitificamos a ragazza com quem simpatizamos e gostamos. Quando ela está presente as pupilas focalizam toda a nossa atenção nos seus traços, recortes e fisionomia. O flirt , soslaio ou coup d’oeil dominam a mente e os sentidos. Sim. Tem rosto de alabastro, um sorr...

NOÉ VS PROMETEU: MODERNISMO E PÓS-MODERNISMO – (Brainstorming)

Todos conhecemos as "estórias" de Noé e de Prometeu. Mas não é objecto do presente texto fazer a sua sinopse. Estas duas figuras são a base da formulação de dois paradigmas ou signos desenvolvidos ao longo da História por eruditos, pensadores, filósofos, cientistas, pânditas entre outros. Assim sendo, coloca-se na actualidade a seguinte questão para reflexão: Hoje vivemos sob o paradigma e signo de Prometeu ou de Noé? O paradigma de Prometeu está associado à ética da exploração, enquanto que o de Noé tem o seu fundamento na ética da salvaguarda. Assim sendo, no caso de Prometeu as palavras de ordem, termos e conceitos consubstanciam-se no explorar, conquistar e dominar. Já no caso de Noé os motes verbais são salvaguardar, preservar e proteger. Os dois paradigmas são antinómicos e diametralmente opostos. Será que é possível identificar e observar estes dois paradigmas ao longo da História? A resposta é afirmativa. Com efeito o paradigma de Prometeu é sinónimo de Modern...

JACK JOHNSON – Panegírico

O álbum musical de Jack Johnson (JJ) In Between Dreams constitui a minha estação musical de Verão. Por vezes penso que por poderes mágicos as músicas se imbricam e como por simbiose incorporam o ambiente e atmosfera estival. Sabe bem respirar tais melodias simples e calmas. É co n sabido que a música é uma musa que inspira emoções e sentimentos ao ser Humano. As diversas melodias do álbum têm pautado e embalado os meus lifetimes e os meus desejos mais secretos. Sinto júbilo ao escutá-las pela calma e tranquilidade que inspiram. Não me refiro aquela calma narcótica de "drunfados" embalados por este tipo de música. A fruição é natural e releva-nos para um plano existencial que nos predispõe para aproveitar e compreender o tempo e espírito de férias com todos os prazeres, relax ou lazer que essas podem proporcionar. Desde logo o convívio e confraternização alegre e brincalhona com os amigos com direito a palhaçada, ou em tom mais sério o simples pôr da conversa em d...